A Focusrite não fica de fora na hora de lançar interface portátil.
A Focusrite Forte é um interface de áudio USB com 2 entradas e 4 saídas fornecendo 2 preamps de altíssima qualidade.
Algumas das especificações:
Hardware Specifications
2 in / 4 out USB audio interface
192KHz, 24-bit conversion
2 Focusrite microphone preamplifiers
Silver aluminium chassis
Top panel:
Large multi-function push encoder
4 touch sensitive mode buttons
Headphone socket (front panel)
Rear panel:
2 balanced monitor outputs – ¼” TRS Jack
Input Loom socket
Power socket
USB 2.0 Port
Kensington Lock slot (rear side)
Included software:
Focusrite Midnight plug-in suite
Forte Control software application Weights and dimensions
Unit
Net Weight 476g
Dims 170 x 116 x 36mm
Single unit in gift box with contents
Dims 238 x 178 x 102mm
Gross Weight 1295g
Single Brown Boxed Unit
Dims 197 x 127 x 270mm
Gross Weight 1380g
Existem muitas dúvidas e
mitos a respeito de como se criar uma conta no site iLok.com, e como
sincronizar o iLok para posterior liberação da licença.
Segue instruções passo à passo:
1) Entre no site www.ilok.com e clique no link "Create Free Account";
2) Preencha o formulário com os seus dados;
3) Confirme a criação da conta;
4) Abra seu e-mail e clique no link para ativar sua conta de iLok.
5) Clique no botão "Download" que se encontra no menu superior do site,
baixe e instale os dois arquivos para o seu correspondente Sistema
Operacional (Windows ou Mac);
6) Depois de devidamente instalados os dois aplicativos, conecte o seu
iLok na porta USB do seu computador. Volte ao site do iLok e faça o
log-in;
7)Na tela inicial aparecerá um botão solicitando que você adicione um iLok à sua conta. Clique no botão indicado abaixo;
8) Em seguida clique no botão "Save and continue".
Ao assistir o Comédia MTV, você já deve ter se perguntado quem era o reponsável pela
produção musical de quadros como esse:
Arthur Joly, produtor musical da MTV, músico, publicitário, amante e construtor de sintetizadores.
Tive a grande oportunidade de conhecê-lo pessoalmente no primeiro semestre desse ano, tivemos uma longa conversa a respeito de sua experiência na área da publicidade, indústria musical, inicio do seu trabalho na emissora, VMB, trabalho com o Adnet, desenhos animados, sua experiência de ter tocado no Planeta Terra 09, funcionamento da indústria musical e circuito indie.
Ele falou sobre a construção do seu estúdio, ogosto pelo analógico, o processo criativo (arte e publicidade),segmentação de público em festivais, superação de bloqueios criativos, trabalho com limitações e, é claro, sua paixão por sintetizadores.
Essa entrevista foi realizada dia 15 de maio, semana pós Sónar festival, no segundo andar de seu estúdio,espaço destinado para mixagem com a placa EVIL.
Entrevista com Arthur Joly
Parte 1 de 2
Quando você começou
no ramo da música?
J – Bem, ganhei meu primeiro violão em 93, ao descobrir uma
guitarra antiga do meu pai aqui em casa, daí comecei a tocar violão e ter aulas,
sempre tive banda, desde que comecei a tocar violão, mas nunca pensei em viver
da música. Fui me meter com produção, mesmo, no final de 99, quando estudava na ESPM e já estava trabalhando na MTV, foi quandome pediram para fazer uma trilha, o
dinheiro da trilha era igual a 4 salários meus da MTV, aí eu pensei – bom, é
isso o que eu quero fazer na vida.
Comecei então a montar um estúdio, comprei um Mac velho, daqueles
beges G3, e meu primeiro Logic . Com o trabalho de DJ que fazia, na época, fui
comprando outras coisinhas para o
estúdio. No começo era só institucional, propaganda, tema de site... A grana que entrava era investida no estúdio.
Até que, entre 99 para 2000, eu conheci o Fruit Loops e um
site chamado “Analog Samples”, descobri que os caras tinham sampleado várias
notas e sons de Moog e de vários outros tipos de sintetizadores, aí fiz meu
primeiro disco que é o "Mugomango - Elétrico Brasil 70" só com timbres de
sintetizador baseado em samples, eu nunca tinha visto um Moog ou outro modelo
na vida.
Esse disco acabou caindo na mão de um cara, que é meu amigo
até hoje, muito amigo, Marcelo Souss. Ele tinha um Minimoog, um Rhodes e um Hammond.
Foi a primeira vez que vi em minha vida um sintetizador de verdade. Me
apaixonei desde então, fiquei anos e anos só pensando em música produzida por
sintetizador, pensava em outras também, mas essa era a que mais me fascinava. Continuei
investindo no estúdio, fazendo trabalhos, juntando grana. Comprei um Kawai, um sintetizador mais ou menos, depois comprei
os Korgs Electribes, mais tarde o MS 2000, aquele azulzinho , foi meu primeiro
sintetizador que tinha Cut e fui indo, sempre sonhando em ter o Minimoog Model
D, esse nunca tive e continuo querendo um dia ter ele.
Korg MS 2000
Qual o valor aproximado do Model D aqui no Brasil ou lá fora?
J – O Model D hoje em dia é difícil achar no Brasil para vender, se alguém for vender no Brasil vai vender por uns 15 mil, lá nos EUA é capaz de que você ache por três ou quatro mil dólares.
Minimoog Model D
Levou muito tempo
para você se converter para a música
eletrônica?
Richard D. James - Aphex Twin
J - Ah, eu nunca abandonei os outros estilos, sempre gostei de
todos, tanto que lancei, sempre em paralelo, meus discos de eletrônica, Rock e DUB. Nunca fui de de
frequentar Rave, balada. Não manjo nada de música eletrônica, eu gosto pelos
timbres que ouço, mas não tenho muita paciência para ouvir trance, dance, house
ou similares. O que eu mais ouvi na minha vida foi um disco inteiro do Aphex Twin e algumas
coisas da “Warp Records”- esse selo eu gosto. Escuto Chemical Brothers, acho
legal Daft Punk também, mas a música que esses DJs fazem só para pista eu não
consigo ouvir muito.
Warp Records
E quando você era DJ
o quê você costumava tocar?
J - Eu era DJda MTV , costumava tocar música de todos os tipos.
Cheguei a fazer umas festas voltadas para o lounge, então costumava a tocar
música desse estilo.
Como era o processo para a produção
musical antes do Mac e do Logic? Houve muitas mudanças de lá para cá?
J - Sim. Comecei minha
primeira produção em TASCAM de fita, que é aquele gravador de fita K7. Produzi os
dois primeiros discos em fita, após passava para o Soundforge e queimava o CD. Comecei
no Logic 4 porque não tinha grana para comprar o Pro Tools. Me apaixonei e
nunca o trocaria pelo Pro Tools, já
tentei e até produzi discos em Pro Tools, mas não me adaptei. e hoje já tá no 9
e sempre me dei muito bem com o Logic, plug-ins e edições.
E o Logic agora está quase
superando o Pro Tools, digo já superou o Pro Tools...
J - É, na minha opinião já superou faz um tempo, mas tem
gente que gosta do Pro Tools para gravar mais que para editar e compor MIDI, eu
sempre gostei mais e acho que o Pro Tools sempre fez mais sucesso no Brasil,
porque é que nem o Avid para editar filme. Era uma interface cara e só tinha o
Avid, então todo mundo começou no Avid. Mas depois do lançamento do Final Cut , popularizou
muito e muita gente acha bem melhor o Final Cut do que o Avid, para composição
não consigo imaginar que alguém componha alguma coisa de MIDI no Pro Tools, é
ruim para fazer, tem outros como Cubase que parece que tem uma interface melhor
para MIDI, mas é questão de opção.
A maior parte dos seus
trabalhos realizados para a MTV é feito com o Logic?
J - Todos, publicidade, MTV, disco... tudo é no Logic . Só mexo
no Pro Tools quando já vem instalado o programa, ou quando vou a um estúdio que só tem
Pro Tools e tal, mas eu não curto.
Teve algum trabalho mais difícil
tanto para MTV como publicidade em questão de bloqueio criativo, limitação de
equipamento ou algum caso do qual você se orgulhe de ter superado limitações?
J - A de limitação todos desde sempre
que eu comecei, sempre tem alguma limitação. Agora, no estúdio, tenho
equipamento para masterizar e um microfone bom de locução, mas sempre vai
faltar alguma coisa. Algo que você quer ter a mais.
Mas, na minha época, quando eu
não tinha quase nada, fiz trabalhos no meu estúdio, que era no meu quarto, tão
bons quanto os que faço hoje em dia com toda essa tecnologia. Sabe, talvez a
qualidade final de som da Master não seja a mesma, mas sempre vão existir limitações e não dá para deixar de fazer um trabalho por causa disso.
E a questão de inspiração? Você
havia me mostrado um trabalho que conseguiu realizar todo de uma só vez, mas
você chega, seja por trabalho ou para si mesmo, a forçar a criação ou espera
que surja a inspiração?
J - Para produzir disco e para as
minhas coisas, prefiro quando tenho inspiração. Não gosto de determinar datas, como
- “Essa semana eu vou fazer meu disco.”- fico aqui me forçando. Assim não. Só
faço quando dá. Tem dias que eu chego e faço três músicas para um disco, tem
dias que eu passo um mês sem produzir nada.
Agora para publicidade e tv você já
é forçado a fazer então, mas aí o apego é outro. O apego para televisão
comercial é outro, fazer usando plug-in rápido, seguindo referência e se der
errado aceita e faz de novo sabe , diferente de fazer um disco, um disco você
faz e tal, passa um tempo você ouve e tal, putz dá para ficar melhor ou não. Eu
já abandonei muito disco no meio porque tem fases que eu to numas e tal, e aí
como eu construí o estúdio toda essa estrutura de lançar e fazer do meu jeito sem dar muita satisfação para
ninguém, então eu fico no meu tempo
mesmo, só lanço quando acho que “ah ta legal isso aí” eu não vou me arrepender
de fazer.
Então para a publicidade existe
algo como um distanciamento do produto final?
J - Totalmente, no início ficava
chateado quando mandavam refazer, gravava guitarra no amp, colocava efeito de
pedal e tudo mais. Ate que chegou uma hora que eu falei “para que que ficar
perdendo 10 horas, se o cara vai reclamar de um violão que nem existe na música”. Para a publicidade é outro assunto, a
publicidade deixou de ser arte há muito tempo, principalmente em relação à
música. Então é “pá-pum”, de hoje para amanhã, segue a referência e resolve
tal...
E quanto as tuas músicas pessoais,
existe algum grupo especifico de amigos ou público alvo, para si mesmo ou alguém
que você sabe que gostaria de ouvir o que você fez?
J - Geralmente eu faço para mim,
nunca esperei sucesso. Já me frustrei acreditando que as pessoas iam achar mais
legal do que realmente acharam. De um tempo para cá, eu não espero nada, eu
lanço disco e sei lá, às vezes, ninguém comenta, outras vezes depois de dois
anos alguém fala, “puta, teu disco é demais” como hoje eu coloquei meu
repertório inteiro de música eletrônica ali, o Cesar que é um cara que me escreve
e agora está no grupo¹ aí, falou que eu fui uma das inspirações da carreira
dele, isso para mim vale mais do que qualquer por exemplo aparecer na mídia,
meus discos raramente tem apeloPop.
O meu de Rock chegou a ter uma
música que deu uma pequena estourada por causa do Pânico, havia virado o tema
de uma Panicat, mas eu não ligo, tenho preguiça de ir a show, tenho preguiça de fazer show , sei lá. Faço a música que eu quero, porque eu curto ouvir, mas também não deixo de
ficar feliz quando alguém gosta, é claro.
¹: grupo do fb modular.br
E sobre a banda "EX!" com a qual você chegou a tocar no Planeta
Terra?
J - Ah, sim, fizemos essa banda para
tentar entrar no circuito indie de shows, assim, juntamos uma galera e um produtor amigo meu que falou
“olha vamos montar uma banda com algumas característica para participarmos de assim
assado que a gente pode fazer shows grandes, então eu vi que a música pode utilizar
o esquema da publicidade, se você montar no padrão X, você consegue entrar em
lugares simplesmente porque seguiu esse padrão X e nesse caso foi mesmo, a gente
montou uma banda com um repertório de 10 músicas com um visual legal,
contratamos um fotografo, fizemos assessoria de imprensa, logo a gente estava
no festival Planeta Terra, logo estávamos na MTV, só que aí a banda não durou, porque deu uma certa preguiça assim de...
Continuar com o ritmo ou de se ver obrigado a compor hits?
J - É porque de certa forma ninguém
queria trabalhar só com aquilo, e no meu entendimento aquilo era quase com
fazer uma publicidade, não era o som que realmente eu amava, não era meu tesão
ficar 5 horas esperando no camarim, quando eu poderia estar aqui no estúdio
fazendo as coisas que eu gosto de produzir, para estar numa banda tem que estar fazendo, aquilo tem que ser a coisa
mais importante da minha vida e no caso não era. Assim, era talvez uma banda que atendesse uma
fatia do mercado indie, talvez a gente pudesse ter tocado em vários festivais e
tal, mas aí eu sai e os outros caras não se empolgaram em continuar e a banda
acabou, durou menos de um ano, e fez um puta show em um lugar em que bandas de
15 anos não tocam, neh, engraçado...
De volta para o estúdio,
quanto tempo para adquirir todos esses equipamentos?
J - Aqui, putz, todo ano eu aumento. Desde que iniciei em 99, comecei adquirir novos equipamentos. Antes o estúdio era no quarto de casa, lá em cima, agora no estúdio de baixo, aumentei o
espaçopor causa dos modulares, pois começou a ficar
apertado. Tudo só foi possível por causa do meu
trabalho com publicidade.
Em termos gerais, como a publicidade te ajudou a vencer no mundo da música ou da produção musical?
J - Ah, a publicidade te dá dinheiro
para fazer as tuas coisas. Todos os discos e músicas que eu lancei, a compra de
equipamentos, criação de site, fazer a prensa do disco aconteceram pelo trabalho com a
publicidade. Se eu dependesse só de carreira musical, nunca teria feito nada, não
dá para fazer isso com música, por isso sou grato à publicidade, graças a esse
trabalho, eu consigo viabilizar minha parte artística.
Trab. Publicitários
Nike - Adriano
Microsoft - Fantomas
E como você chegou a MTV,
houve alguém que te indicou?
J - Eu entrei em 98 por indicação, atendia telefone para montar plateia, fiquei
lá três anos até virar produtor mesmo de programa, produtor de ficar viajando
com os caras, agendar hotel, avião até que eu saí para trabalhar com música,
deu um ano, aí me chamaram de novo para ser o DJ da MTV.
A partir daí comecei a fazer trilhas para o
VMB, virei produtor musical da MTV,
produzi todos os desenhos musicais, fiz várias vinhetas. Quando entrou o Adnet, ele me pegou como parceiro,começamos a trabalhar e até hoje a gente tem feito todas as
músicas do Comédia MTV e para outros programas. Sempre fui um freela ligado à música.
mais videos E nessas músicas com o Adnet,
tem alguma que você se orgulhe pelo processo ou desafio criativo?
J - Ah, foi a primeira, Furfle Feelings,
porque era um musical estilo "We Are The World" com todos os artistas pop da
época, foi engraçado, foi algo que parecia ser um negócio cabeludo. assim, No
fim foi legal,deu tudo certo, foi
elogiado e tal. Foi a maior produção que fiz lá, mas teve uma outra que é a que
mais gosto, foi um VMB que eu montei uma banda para tocar ao vivo com todos os
apresentadores lá então entrava o Seu Jorge com a Ivete Sangalo e cantava e a
gente tocava, aí entrava o João Gordo com o Zeca Pagodinho, aí entrava sei lá,
só os caras top e a banda tocando e essa banda eu montei só para esse VMB e eu
ficava com a comunicação com o diretor que falava –VAI, TOCA! e eu tocava com
os caras
J - A funéria e o Fudêncio, a Megaliga,
a abertura e tudo mais. Sou eu em todas as músicas. Na abertura última da Funéria,
estou tocando com ela, acho que na anterior também. A Funéria é da mesma galera que
faz os outros por isso, só que desse aí eles falaram, - Po você topa aparecer na
abertura? e eu topo, ta até hoje lá...
E aquela voz grossa é de quem?
J -- Do Fudêncio ?
Ah, não, da Funéria.
J - Ah, é minha, sou eu que canto: -
Funéria meu amor. , aí tem a do Fudêncio que é: -Esse mundo cabuloso que mais
estilo João Gordo assim.
Agradecimentos especiais Arthur Joly e Guilherme Queiroga
Na parte 2
Sintetizadores, lista de equipamentos, estúdio de gravação com direito até à Atari Teenage Riot fazendo uma jam nos estúdios da Reco-Head
(esq. para dir.: Arthur Joly e Alec Empire)
"I got deep into modular synths. Despite the trend of going more digital the last years, a new scene has grown which is inventing analogue synths again. Analogue Solutions, Metasonix, Doepfer…. these systems have almost no limits. And they sound fantastic. It’s expensive in comparision to digital software, but the sound is so powerful, it’s worth it. You have to be into Math as well…if you have a lower iq , you should probably stick to a guitar."
Na minha estadia em Los Angeles, aproveitei para conhecer uma loja que é referência entre artistas eletrônicos da área.
Um breve relato de como foi visitar a Big City Music...
Partindo de Hollywood, peguei um táxi para ir até o vale, logo após passar por um túnel, avistei a Mulholland Drive seguida pelos estudios da Universal, já no vale, seguimos pela Ventura Blvd. Ao chegar na frente da loja, me deparo com uma casa pintada de laranja que parecia ter sido vendida ou no mínimo abandonada recentemente, ao ver portão de ferro e ambas janelas com uma proteção no interior, dando a entender que a casa estava lacrada hermeticamente, a primeira coisa que veio pela minha cabeça foi: - Viajei 15 horas para chegar aqui e encontrar essa loja fechada”, disse para o taxista aguardar porque simplesmente não podia acreditar naquilo, avistei o Logo da Euphonix no prédio ao lado e fui perguntar no porteiro eletrônico porque cargas d'água a Big City estava fechada, então eles liberam o portão, sem dizer uma palavra, quando adentrei nos domínios da Euphonix só informaram para eu me encaminhar aos fundos, sem outras explicações, o que deixava a situação ainda mais estranha. Dentro da Euphonix, percorri as salas com estantes, arquivos e pessoas trabalhando no escuro, em ilhas de edições, a situação surreal parecia mais com um filme de ação, sem tempo para explicações, apenas com tempo para seguir em frente, pois o taxímetro estava rodando lá fora.
Entrada Real
Nos fundos, finalmente encontrei a entrada real da Big City Music, voltei e disse para o taxista que poderia ir embora, passando novamente pelos domínios da Euphonix e voltando para a entrada da loja , falei com Roger, o proprietário, e questionei porque eles não colocavam nenhuma sinalização na frente, então ele me respondeu:: Gostamos assim... Além dele, lá se encontravam mais três funcionários, Roger começou a me mostrar os equipamentos. Na primeira sala existia um teclado Moog, autografado pelo próprio, quando perguntei se era para valer, Roger afirmou que sim, disse que, pouco antes do Bob Moog falecer, ele foi até a loja e assinou seu nome no instrumento. Posso afirmar aos leitores do blog que era possível sentir uma aura emanando daquele Moog.
O primeiro instrumento que ele me mostrou foi o mini teclado da Critter & Amp
Critter & Guitari - Pocket Piano MIDI
O segundo foi o ribbon portátil que parecia um sabre de luz do Star Wars...
Eowave Ribbon Controller
Depois foi a vez do clássico Theremin. Infelizmente o Theremin mais barato não possuía CV (control voltage), o que se ouvia era basicamente o som da frequência subindo e descendo, por não ter os efeitos de modulação e ambiência, além de ser a primeira vez que eu tocava com este instrumento, devo confessar que não foi muito empolgante. Quando questionei se muitas pessoas de hemisfério sul compravam deles, Roger comentou que a maior parte dos compradores pertencia à Austrália.
Roger
O Ekdahl Moisturizer estava entre os últimos equipamentos mostrados , já manjado pelo pessoal daqui. Para quem não conhece uns videos abaixo: Ekdahl Moisturizer
Quando perguntei se eles tinham o Dewanatron Swarmatron, o dono confirmou, fomos então até os fundos da loja (nesse caso a parte da frente que está selada hermeticamente), onde ele me apresentou o instrumento. A parte legal de se visitar esta loja de synths é que te possibilitam tocar os instrumentos sem a famosa técnica de "pressure sales" de lugares como a Guitar Center e muitas lojas no Brasil.
Ter a possibilidade de tocar o instrumento principal usado na composição da trilha sonora do filme "Social Network" e "The Girl With Dragon Tattoo" é uma experiência. Desnecessário dizer que a culpa de testar diversos instrumentos e não levar nada, nesse caso, aumenta exponencialmente.
Quando eu disse ao Roger que se fosse comprar tudo o que queria ali, acabaria pobre, ele me respondeu com uma expressão alegre e questianadora, dizendo:
- Poor, but happy!
Dewanatron Swarmatron
Trent Reznor e Atticus Ross
The Social Network (David Fincher, 2010)
Roger com seus brinquedos nesse teaser do doc sobre o Dewanatron